9 de dezembro de 2009

Estilos e Preconceitos

Pode parecer discriminação, mas não é.
Ao menos espero eu. Estou numa de me mentalizar que não sou!

O art. 13º da Constituição da Republica Portuguesa (olhem lá só para os meus novos conhecimentos!! ahaha) proíbe a discriminação pelo sexo, pela cor, pela religião.

No início do curso avisaram-me sobre o meu brinco:

veteranos- "Vais ter que tirar esse brinquinho nas orais. Se apareceres com ele o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa nem te ouve! Levas uma nega, mal ele olhe para ti!"
Eu- "Mas isso é ilegal! Então agora sou discriminado por causa do meu brinco?"

Sim, fez-me muita confusão, mas com o passar dos meses fui-me apercebendo de uma constante, uma espécie da Lei dos Grandes Números:
- Pretos da Amadora Este, que desistiram dos estudos no 6º ano, andam na rua de fato de treino, com as belas das meias brancas por cima das calças, tenis da nike, e gorrozinho da Adidas na cabeça são também na sua maioria os grupos de risco, causadores de assaltos no metro...
- Gente com trapos vestidos que se aproxima são na maioria mendigos...
- Gajas(os) cheias de piercings e com o cabelo com mais de 4 cores, levaram no minímo, o dobro de matrículas necessárias para chegar ao 2º ano de faculdade...

E assim se criam estereótipos. Se passares por um gajocom meias por cima das calças temes ser assaltado, se passar um velho cheio de trapos é mendigo, se passar um gajo com um estilo todo alternativo, quandoacabar o curso ninguem o vai querer para trabalhar.

Assim concluo, que apesar de qualquer pessoa ser livre de ter o seu estilo, a forma de ser apresentar em sociedade faz uma espécie de demarcação do teu desempenho psicológico em determinada actividade.

Podem tecer-me as mais variadas críticas, chamar-me de preconceituoso, de racista, whatever...
A verdade está à vista, todos os dias.
Quando saí da secundária nunca achei problemático ir de havaianas para a faculdade. Hoje já me faria um pouco de confusão. No campus, temos que mostrar que temos prestígio, que possuímos auctoritas, e isso só se torna possível se estivermos vestidos como manda o costume, a prática reiterada.

4 comentários:

Raquel disse...

Brad:
Longe de parecer uma velha resingona, retrogada, preconceituosa ou lá o que me quiseres chamar, eu não gosto de brincos! respeito quem usa, nunca critiquei e até opino quando me pedem, mas honestamente não gosto! não considero que a nossa sociedade seja preconceituosa qto ao uso do mesmo, mas há sitios e momentos em que a nossa forma de estar deve ser discreta e sem adereços "anormais"....
gostei de saber que tens o prof Marcelo , é um homem fantastico!
espero que não me leves mal , mas tira o brinco..lol

bjs

taniah disse...

Boas!!


Civilização. Regras.
Civilização é isso mesmo, nada mais, nada menos que regras. Se não as cumpres arriscas-te a ser rotulado seja verdade ou mentira; chamem-lhe preconceito, chamem-lhe senso comum, dogma... o que quiserem!, mas a verdade é que tu temes um assalto desses bacanos que vão na rua asim vestidos, tendes a dar uma moeda a quem, pela aparência, te parece mendigar, autocontrolas-te aquando da presença de alguém vestido com fato e gravato, um bom blazer, uma bela camisa da pierre cardin, olhas de lado para aqueles que estão a teu lado, no mesmo nível que tu.

Além de regras a civilização é mesmo isto o que contradiz muita coisa mas lá está o provérbio: "Faz o que eu digo, não faças o que eu faço!"

taniah disse...

p.s.: portanto e em suma - tira o brinco quando não estiveres na tua zona de confronto.

Que credibilidade darias a um indíviduo sentado numa sala de audiências sendo sua excelência, o juíz com um brinco ou um piercing ou uma tatuagem no pescoço?!

Ou teu advogado?

O preconceito também faz parte da pessoa que somos

Luisinha disse...

Gostei do post..!
beijinho